
"Hoje caminhei na floresta
Pé ante pé para não perturbar
O silêncio da Natureza
As árvores entrelaçadas
Deixaram escapar uma réstea de Sol
Para que te descobrisse
Entre o tapete de trevo
Pequenino, frágil, espreitando
Embrulhado num manto aveludado
Enquanto o teu rosto
Me olhava curioso, atrevido
Escondendo um sorriso discreto
E foi num silêncio absoluto
Que ali te deixei
Para voltar a reencontrar-te
Já menino crescido, sabido
Dominando o verde esperança
Num ambiente sereno
Onde a luz e a paz
Afagam o vazio da alma"
Lena Ferraz